sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

E aí, curtiu? ou A Síndrome da Falta do "Curti"

 "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão".
Renato Russo


Ah o Facebook! Que lugar maravilhoso de se viver... todo mundo é muito feliz. Não simplesmente feliz: eu disse MUITO feliz. É como navegar num mar de sorrisos e felicidade. Excepcionalmente, algumas notícias de luto. Mas as pequenas mazelas do dia-a-dia não, isso não! Eu tenho a sensação que o Facebook é como um jornal onde só as notícias boas ganham manchete.
Bom, mas se a pessoa cria um cenário onde tudo é belo, divino e maravilhoso, ela está buscando o quê? Aplausos, claro!  E quando eles não aparecem, vem aquela sensação: "puxa, eu fiz isso e ninguém curtiu"? Ou: aquela minha amiga não é tão amiga assim, afinal ela não "curtiu".

Recentemente ouvi uma bizarrice dessas, contada por amigo. A esposa foi lhe relatar que um vizinho e conhecido de longa data reclamou que ele estava muito frio e distante, lhe dando pouca atenção, pois mesmo depois de inúmeras postagens de suas atividades ele não lhe deu nenhum "curti". Isso soou tão surreal que ele acessou a página do fulano e foi dando "curti, curti, curti" em todas as postagens, contou. A situação foi muito hilária e rendeu boas risadas. 

Mas eu fiquei com isso na cabeça. Nossa, será que tem tanta gente assim com a auto-estima tão detonada que necessita desesperadamente da admiração pública ou são ataques compulsivos de narcisismo?! O que é essa busca desenfreada por um curtir? Um rompimento com a realidade, uma massagem diária no ego, uma compensação ou uma terapia? Luli Radfahrer, um grande estudioso de mídia eletrônica no Brasil, em reportagem da Revista TPM, disse que hoje em dia é muito fácil correr o risco de ficar carente do “curti”. Se uma pessoa depende dos aplausos dos outros, pode começar a fazer qualquer coisa para garantir isso.” Como consequência, Radfahrer vê as pessoas tratando a própria vida como uma mídia. “A vida não é cinza nem colorida. Mas, quando vira entretenimento, o indivíduo se sente obrigado a fazer uma programação florida todos os dias. É um Show de Truman voluntário”, diz.

Exceção feita ao uso do Facebook para divulgar empresas e produtos, para o que realmente serve o botão curtir? No caso do nosso amigo e seu vizinho, o "curtir" talvez fosse uma medida para saber se realmente o outro estava se importando com ele, se estava seguindo seu passos... mas nesse caso, bastava puxar o celular e dizer: "amigo, estou sentindo sua falta... faz tempo que a gente não se fala!".

Não, nem celular, nem e-mail nenhum iriam suprir a falta do "curti", porque este sim é público. O papo com choppinho gelado regando a conversa dos dois amigos jamais teria o mesmo impacto que um "curti" visto por várias pessoas. É como aquela velha piada do homem em uma ilha deserta que encontra a Sharon Stone (a piada é velha, né?), transa algumas vezes e depois perde o interesse. Aí tem uma grande idéia: pede para que ela se vista de homem para ele poder contar para alguém que transou com a atriz gostosona. 

Tanto barulho por nada!

O que significa o botão curtir? 
Para o especialista Luli Radfahrer, “ele não significa nada. É equivalente a uma palma protocolar, um tapinha nas costas, um sorriso. E é tão efêmero quanto. Se você dissesse pra mim: ‘Nesta semana recebi 180 sorrisos’, eu diria que você precisa de um psiquiatra urgente. Porque não se acumula esse tipo de coisa. É uma coisa bacana, espirituosa e bem colocada que você falou. As pessoas sorriram e pronto. Todo mundo move adiante. O problema é, na verdade, que o "curti" se acumula, paralisa no tempo. E daí o indivíduo valoriza isso. E começa a falar: ‘Contei uma piada e ninguém riu. Meu Deus! Então vou contar uma piada mais incorreta para achar alguém para rir’.

Tá bom. Mas nem todo mundo concorda com o especialista. E para pessoas como o vizinho do nosso amigo lá em cima, um grupo de pesquisadores do MIT (Massachusetts Institue of Technology) achou a solução: trata-se de uma jaqueta que abraça a pessoa toda vez que alguém curte seu status no Facebook. Sim, é verdade. Chama-se  Like-A-Hug (trocadilho que pode ser tanto “como um abraço” quanto “curta um abraço” ) e a imitação de abraço funciona por meio de um sistema conectado ao Facebook que infla a jaqueta, dando uma leve apertadinha na pessoa toda vez que alguém curte uma foto, vídeo ou frase. E dá pra retribuir o gesto de carinho: é só se dar um "auto-abraço" para desinflar o casaco. 
Ah! Mas pra receber a retribuição, a outra pessoa também deve estar vestindo a jaqueta.





sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A arte do Marketing Pessoal




Hoje pela manhã estive pensando a respeito de marketing pessoal e como algumas pessoas, sem a menor noção disso conseguem realizá-lo com maestria, enquanto outras se esgotam e esgotam seus relacionamentos sem conseguir ao menos chegar perto de um bom resultado.

A melhor explicação que ouvi até hoje (e a mais hilária) a respeito de marketing pessoal foi de Max Gehringer, num programa da Rádio CBN. Vejam se eu não tenho razão:

Max Gehringer, começa dizendo que um ouvinte escreveu para contar que está vivendo a síndrome do pato. E ele explica: o pato é uma ave que sabe andar, voar e nadar. Mas não é um modelo em nenhuma das três coisas. O andar do pato é desajeitado. O pato nada devagar e voa muito mal. O ouvinte sabe que não é um pato e tem certeza de que não nasceu para pato. Mas tem a impressão de que o chefe dele o vê como um pato. A pergunta é: "qual é o remédio para escapar da síndrome do pato?"

Bom, o remédio é a síndrome do pavão. O pavão anda mais devagar que o pato. E quem é que já viu um pavão nadando ou voando? Mas, quando alguém tem uma câmera fotográfica e vê um pato e um pavão, vai sempre fotografar o pavão. O pavão aparece mais, embora seja menos competente, porque sabe se pavonear. Ou seja, o pavão tem o que o pato não tem: marketing pessoal.

É claro que o pavão não tem qualquer ideia do que seja marketing pessoal. O pavão é uma obra da natureza e não de seus próprios talentos. Já o funcionário tem essa opção. Ele precisa aprender a se autopromover.

O termo autopromoção tanto pode significar querer aparecer de graça às custas dos outros, o que é reprovável, ou divulgar de maneira eficiente o próprio trabalho, o que é recomendável. O bom marketing, seja ele de um produto ou de um profissional, está assentado sobre três pilares:

Primeiro: é preciso que o maior número possível de pessoas saiba o que eu faço.

Segundo: é preciso que essas pessoas se convençam dos benefícios do que eu faço.

E terceiro: se essas pessoas estiverem convencidas, elas divulgarão o que eu faço de bom.

Todas as grandes marcas que conhecemos fizeram e fazem isso. A síndrome do pato é o trabalho sem imagem. A síndrome do pavão é a imagem sem trabalho. A soma do bom trabalho com a boa imagem é o marketing pessoal.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Tchau 2012 !


Demorei bastante tempo para decidir qual seria meu post de encerramento de 2012 – o ano em que o fim do mundo não aconteceu. Então, lembrei uma história que li quando ainda era criança, mas que jamais esqueci. Ela tem tudo a ver com este ano que acaba e com todos os outros que ainda virão...

Aí vai ela! E Feliz 2013 para todos nós!



Era uma vez um rei que vivia cercado de sábios. Certa manhã, enquanto conversavam, o rei mostrava-se mais calado que de costume.
“O que passa com Vossa Majestade?”, perguntou um dos sábios.
“Estou confuso”, respondeu o rei. “Às vezes, me deixo dominar pela tristeza, sinto-me impotente diante dos meus problemas. Outras vezes, fico embriagado com o meu poder e os momentos de felicidade. Gostaria de ter um talismã que me ajudasse a estar em paz comigo”.
Dito isso, o rei entregou seu anel real aos sábios e pediu a eles que criassem uma mensagem que fosse pequena o suficiente para ser inscrita na pedra de seu anel, mas tão grande em significado que pudesse ser usada tanto nos bons quanto nos maus momentos.

Os sábios – surpresos com tal pedido – ficaram longos meses discutindo qual seria esta mensagem, até que finalmente chegaram a uma conclusão e foram até o rei com a mensagem já gravada na pedra no anel.
“Gravamos palavras mágicas no talismã. Leia-as em voz alta, sempre que estiver muito confiante, ou triste demais – ou seja, nos bons ou nos maus momentos”, disseram.
O rei olhou para anel e leu a inscrição gravada na pedra: “Isso também vai passar”.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Maneiras bestas de morrer

 Não sei se existem maneiras boas de morrer, mas eu achei muito criativo este vídeo australiano: ‘Maneiras bestas de morrer’ é uma animação que foi criada como um alerta de segurança do metrô de Melbourne, na Austrália. Nesta animação, monstrinhos engraçadinhos morrem de várias formas aterradoras, para lembrar de alguns cuidados importantes que devemos ter. O vídeo foi visto mais de 17,5 milhões de vezes em uma semana! O sucesso gerou também Tumblr  e site. Olha só:


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Lições de vida... em poucas linhas

Recebi esta mensagem de uma amiga. Vi tanta coisa verdadeira nestas linhas, que me senti quase na obrigação de colocar aqui no blog. Afinal, fala tanto, com tão poucas palavras....
Em tempo: os destaques são meus.

Foi escrito por Regina Brett, 90 anos de idade, que assina uma coluna no The Plain Dealer, Cleveland, Ohio. 


“Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi.

Meu hodômetro passou dos 90 em agosto, portanto aqui vai a coluna mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno.

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso.

9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quanto a chocolate…É inútil resistir.

11. Faça as pazes com seu passado…Assim ele não atrapalha o presente.

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo…Você não deveria entrar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

18. Qualquer coisa que não o matar, o tornará realmente mais forte.

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.

20. Quando se trata do que você ama na vida…Não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.

23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..

26. Enquadre todos os assim chamados “desastres” com estas palavras ‘Em cinco anos, isto importará?’

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todo mundo.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo..

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

33. Acredite em milagres.

34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

36. Envelhecer ganha da alternativa — morrer jovem.

37. Suas crianças têm apenas uma infância.

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

44. Produza!

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente"

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

"Carpe Diem" você também!




"Carpe Diem" é uma expressão que significa "colha o dia". Ela foi extraída de versos latinos do poeta Horácio, nas suas Odes, I, 11, 8 “A Leuconoe”. Ela resume o poema no qual Horácio busca persuadir Leuconoe a aproveitar o momento presente e dele retirar todas as suas alegrias, sem se inquietar nem com o dia nem com a hora de sua morte:

Tu não indagues (é ímpio saber) qual o fim que a mim e a ti os deuses tenham dado, Leuconoe, nem recorras aos números babilônicos. Tão melhor é suportar o que será! Quer Júpiter te haja concedido muitos invernos, quer seja o último o que agora debilita o mar Tirreno nas rochas contrapostas, que sejas sábia, coes os vinhos e, no espaço
breve, cortes a longa esperança. Enquanto estamos falando, terá fugido o tempo invejoso; colhe o dia, quanto menos confiada no de amanhã.

O poeta Rubem Alves usa a expressão de uma forma brilhante: "Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente". 

Eu aprendi a viver e aproveitar o presente. Aquariana com ascendente em Aquário, não consigo tirar o olho do futuro, mas me treinei para não me tornar escrava dele. O futuro é algo me espera. Sou eu quem traço esse tempo para mim.  Acho que John Lennon tinha razão quando disse que a vida é aquilo que acontece enquanto você está planejando o futuro. Simples: o futuro é algo que vai chegar, se der tempo. E o único compromisso dele é com as agendas, mas o problema é que ele nem sempre cumpre e vira e mexe as coitadas ficam paradas nas esquinas, esperando.... esperando....

Felicidade é um estado de espírito ligado ao presente. Não podemos ser felizes no passado, porque o passado já foi, é apenas uma lembrança. Muito menos podemos ser felizes no futuro, porque o futuro é apenas uma promessa. Assim, felicidade é algo que acontece em um tempo presente - ou seja, agora!
Por isso, eu aprendi a aproveitar o presente. Carpe diem você também!

E pra finalizar, um pensamento que guardei em minha memória:
“Viva completamente cada momento presente e o futuro tomará conta de si mesmo. Viva intensamente o maravilhoso, o belo de cada instante. Pratique a presença da paz. Quanto mais você fizer isso, mais sentirá a presença desse poder em sua vida.” Paramahansa Yogananda

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A gente se acostuma, mas não devia. O certo seria buscar a amplidão

Lembro-me de um texto da Marina Colasanti que começa assim:

"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão".


Esse texto me veio logo à cabeça outro dia, quando constatei desapontada que o Google não é mais aquele. Tornou-se mais um mercenário na nossa longa lista de "traidores" rsrsrs. Explico: já reparou que quando você vai pesquisar algo no Google em busca de conteúdo, precisa passar por uma longa lista de sites que vendem o tal "produto ou serviço" relacionado àquela palavra que buscou? Só mesmo depois de passar por um monte deles é que você encontra algo realmente com conteúdo.
Pois é. E recentemente, ao receber o contato de uma "Consultora do Google" para vender anúncios para minha empresa (links patrocinados é o nome que eles utilizam) fiquei sabendo que a relevância no Google está diretamente relacionada ao valor ($) do seu clique, ou seja, quanto mais $ você investir em seus cliques, melhor posicionamento terá. 

E então eu perguntei: mas e os links que aparecem na pesquisa "não paga"? Aqueles que eram realmente relevantes antes do Google se tornar mercenário? Bom, me disse ela, o Google coloca em relevância os links que recebem mais cliques, se a sra. investir bastante, o seu site irá ter muitas "impressões" e estará sempre com mais chance de ser clicado, logo ele estará na frente de outros mesmo nos links não pagos!
E eu: mesmo que meu site não tenha conteúdo, só venda coisas? Sim, foi a resposta.

Não satisfeita, lá fui eu testar a afirmativa. E não é que confere? 
Mudei a pesquisa para o site da Yahoo/Cadê (http://cade.search.yahoo.com/) e para o Bing (http://br.bing.com) e, de fato, encontrei outras sugestões de pesquisa, muito mais adequadas ao conteúdo que estava procurando.

Bom, se antes eu só usava o Google, agora comecei a refinar minha pesquisa usando os dois outros mecanismos citados. Afinal, a gente se acostuma, mas não deve. O certo é buscar a amplidão!



Alguém pode enxergar apenas uma imagem na figura acima. Outras pessoas
podem ver várias.